segunda-feira, 4 de abril de 2011

Reguladores de Crescimento Vegetal

Os reguladores de crescimento são substâncias sintéticas os quais, quando aplicados nas plantas, produzem efeitos similares ao dos hormônios, sendo que estes reguladores podem ser ou não análogos químicos aos hormônios. Para efeito de revisão os fitormônios são compostos orgânicos sintetizados em uma parte da planta e levados a outra parte, que em pequenas quantidades são capazes de promover uma resposta fisiológica na planta. Interagindo na promoção ou então inibição do desenvolvimento de certas ações da plantas, por exemplo, o crescimento de órgão.
O efeito do hormônio depende da espécie da planta, da parte, do estágio de desenvolvimento do tecido, bem como da planta, a concentração e as variáveis externas ou ambientais, mas fundamentalmente da sensibilidade que o tecido tem sobre o tecido ou célula-alvo. Então para que ocorram as respostas fisiológicas é necessário que o hormônio se apresente na célula correta, o hormônio deve reconhecer e ao se ligar ao receptor protéico essa ligação deve desencadear mudanças metabólicas que amplifiquem o sinal do mesmo. (Tagliacozzo, 1998) Este fundamental componente do meio de cultura deve de estar nas concentrações necessárias para cada tipo de tecido e da espécie utilizada, e também cada etapa de desenvolvimento do explante necessita de concentrações diferentes de hormônios seja ele calo, broto e/ou raiz.

Auxina

As auxinas são sintetizadas nas plantas nas regiões de crescimento ativo, como exemplo, os meristemas apicais, as gemas axilares, as folhas jovens e etc. De uma maneira geral, na maioria dos tecidos jovens das plantas as auxinas são produzidas e posteriormente translocadas a outros diferentes órgãos onde atuaram no mecanismo interno do que controla o crescimento. (Tagliacozzo, 1998)
As auxinas promovem o crescimento do caule, das folhas e das raízes. Elas também são responsáveis pela dominância apical e ainda podem ser usadas como herbicida (Tagliacozzo, 1998). Nas raízes a auxina corresponde ao crescimento de raízes adventícias no caule. Também a substância é utilizada na prática de reprodução assexuada de algumas espécies mais especificamente de plantas ornamentais.
As auxinas mais utilizadas nos meios de culturas para estimular a multiplicação de células são: ANA (ácido α-naftaleno acético), AIB (ácido indol-3-butírico) e AIA (ácido 3-indolilacético). As concentrações de auxinas são abaixo de 0,5mg/l, exceto a auxina AIA, pois ela se mantém menos estável no meio de cultura, podendo ser adicionada a concentrações maiores. E altas quantidades de auxina no meio de cultura estimulam o enraizamento e também podem induzir o explante à formação de calo em detrimento de multiplicação.


Citocininas

As citocininas são reguladores de crescimento e promotoras de divisão celular.
As citocininas promovem a divisão celular e o alongamento das células e sua diferenciação, retarda a senescência, e também promove a quebra da dominância apical e pode induzir a produção de gemas axilares (Tagliacozzo, 1998).
Segundo Tagliacozzo (1998) aplicação de 20 a 40 ppm de BAP [N-Benzil-9-(2-tetrahidropiranyl)-adenina] ou KIN (6-furfurilamino-purina) podem promover a formação de ramos laterais.
A citocinina é uma substância fundamental para a para a multiplicação da parte aérea e de indução de gemas adventícias. A concentração e o tipo de citocinina são os fatores que mais influenciam a cultura de tecidos in vitro.
BAP e KIN (cinetina) são as citocininas mais utilizadas e pode ser que para outras espécies de plantas outras ainda possam ser melhores. As concentrações utilizadas têm sido de 0,1 a 5,0 mg/L.
Os balanços entre as citocininas e as auxinas são de estrema importância, pois podem influenciar na formação de órgãos das plantas. É necessário que se pesquise o balanço ideal para cada espécie, pois esta variação pode ser benéfica para uma espécie e maléfica para outras.


 Giberelinas

As geberelinas são substâncias que podem ter seu seus efeitos análogos ao das auxinas.  Uma das diferenças é que as giberelinas têm a sua ação quando aplicadas em uma planta intacta. Já as auxinas possuem maior efeito em segmentos de plantas.
Segundo Tagliacozzo (1998), as giberelinas substituem o período de frio de algumas plantas que requerem vernalização para florescer, promovem germinação e quebra de dormência de muitas espécies e algumas promovem o aumento de flores como à do Lillium spp.
O GA3 tem sido utilizado para estimular a produção de parte aérea, sendo que sua eficiência é muito baixa, e sua concentração no meio de cultura gira por volta de 0,1mg/L com adição de carvão ativado no meio de cultura. Mas lembrando que na prática as giberelinas são pouco utilizadas no cultivo in vitro.

 Etileno

O etileno é um gás simples inssaturado de carbono (H2C=C2H) é desconhecido o local ou a célula em que ele é produzido. E sabe-se que o local de maior liberação é o ponto de inserção do fruto e no caule. Em pimenta, tomate e laranja, a difusão ocorre no pedicelo. Na maçã difunde-se através do da casca do fruto.
O etileno promove o amadurecimento do fruto. Inibe o alongamento das células a expansão foliar e o crescimento das raízes.
Este gás pode inibir a floração (caso das bromeliáceas), nesses casos o produto comercial é o Etrel (ácido 2-cloroetilfosfórico).
Com relação ao seu funcionamento nas culturas in vitro é muito limitado.

 Ácido Abscísico

ABA é o fitormônio que frequentemente promove respostas fisiológicas que ajudam a proteger as plantas de condições de estresse (salino, hídrico e térmico).
Inibe o crescimento, estando associado a dormência de gemas e órgãos subterrâneos. Induz o fechamento estomático, conferindo a proteção contra o déficit hídrico. Tem efeito direto na abscisão de folhas, flores e frutos.
São poucos estudados o efeito que esta substancia em culturas de tecido vegetal in vitro.











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