domingo, 31 de outubro de 2010

Revolução Verde



Nós seres humanos temos necessidade vital de fazer agricultura. Isso porque temos necessidade de nos alimentarmos, e de algum modo todos os “seres locomotores” tem. Os únicos seres que realmente são responsáveis pela manutenção da vida na terra são as plantas. Só elas têm essa capacidade de transformar a energia luminosa em energia química e orgânica, ou seja, elas extraem do solo os minerais e com a fotossíntese disponibilizam em massa verde e ar. Os seres humanos não tem essa capacidade por isso são chamados de heterótrofos (Não produzem seu próprio alimento), do contrário as plantas, autótrofas (Produzem seu alimento).  Assim dando subsidio para todos os níveis trópicos, sendo que a essência deles esta nas plantas. Segundo PRIMAVESI (1997), “A planta também é o elo entre o solo e a vida animal, inclusive a humana”.
Para que se possa fazer a agricultura é necessário o reconhecimento dessa atividade que assegura toda a estrutura da vida humana, já que para vivermos precisamos nos alimentar. É preciso que haja o fortalecimento da das políticas públicas, isso assegurará a vida do agricultor familiar no campo, não havendo mais a preocupação nos elevados níveis de emigração dessas pessoas para as áreas urbanas, aumentando consigo os índices de desemprego, pobreza e outros fatores que acarretam a chegada de uma pessoa sem a qualificação adequada para o mercado de trabalho nessas cidades.
Com o inchaço populacional dessas áreas urbanas devido a emigração e o crescimento da família, aumentaram também a necessidade de se produzir mais alimentos, com isso novas técnicas e novas tecnologias foram lançadas no mercado.

Por volta de 1959 Bourlaug lançou um trigo anão que era capaz, esta planta era menor que a normal e utilizava os nutrientes para geral uma espiga maior. Foi algo tão inédito que ele ganhou o premio Nobel. O presidente Kennedy aproveitando-se da situação lançou em 1962 para o mundo sua campanha chamada de “Food for peace ”(Alimentos para a paz). Kennedy nunca tinha pensado no caos que isso se tornaria, e vivemos até resultados catastróficos até hoje.
Aqui no Brasil na época podíamos respirar tranqüilos, pois dificilmente alguém passaria fome, sem sombra de dúvidas havia pobreza, mas nenhum trabalhador humilde miserável e faminto. Kennedy esperava que as “Food for peace” trouxesse fartura para o mundo inteiro, de certo modo trouxe fatura de agrotóxicos, maquinários, entre outros mas nada relacionado com o aumento do Bem Estar das pessoas, e enquanto isso as pessoas ainda o achavam santo.
Com essas novas tecnologias o homem do campo teve que se adaptar as novas exigências de mercadológicas, que comprar maquinários pesados para essas culturas já híbridas (melhoradas genéticamente), máquinas precisam de espaço, resultou em desmatamento especialização de culturas, não se havia mais rotação de culturas. Cultura A no inverno e Cultura B no verão, estes tipos de atividades são catalisadoras da exaustão de uns dos recursos naturais mais importantes para a manutenção da vida na terra – a fertilidade do solo.  Sem contar que os excessos da utilização desses maquinários pesados compactam o solo.
Na especialização em uma só cultura, empobrece muito os solos, aí surgem os Adubos e as bolsas de estudo nos EUA para a aprendizagem dessas novas técnicas de agricultura. Com a não diversificação das culturas o ciclo natural do agroecossistema deixa de ser homeostático, desequilibrando assim os níveis trópicos desse sistema.
As joaninhas, lagartinhas antes esquecidas quadruplicaram e se tornaram as chamadas pragas, causando déficit na produção, fortaleceram-se também as plantas invasoras. Como já era previsto lançaram-se no mercado os “defensivos agrícolas” que em minha opinião de defensivos não tem nada. Como eles mesmos falavam “não se preocupem”, tinha como se prevenir do perigo eminente! Ai a indústria química lançou os Organoclorados (DDT, BHC e Aldrin), estes matavam tudo inclusive o homem. Logo as “pragas” se tornaram mais fortes e lançou os impiedosos Organofosforados entre tantos outros.
PRIMAVESI, cita que no livro de Raquel Carson – “Silent Spring” – a situação já estava tão feita que nem se ouviam mais os pássaros, abelhas, e outros animais e insetos que por ali viviam.
E anos após ano pessoas morriam por causa da intoxicação por esses agrotóxicos, ou se tronavam inválidas por isso, ser agricultor nesses moldes é um tanto quanto perigoso demais. Com isso aconteceu a migração dessas pessoas para a cidade, cresceram as favelas, os índices de desenvolvimento caíram, faltou emprego pra tanta gente, os que ficaram se tornaram, fadados a praticar aquele método de agricultura imposta, produzindo os chamados cash-crops (soja, algodão, café, cana-de-açúcar.), pensava-se o seguinte; pra que produzir para gente que não tem dinheiro para comprar?  Assim sendo nos países menos desenvolvidos o que era para trazer conforto se trouxe, miséria.
 E o que era pra se tornar uma atividade lucrativa se tornou cada dia mais cara, e mais insustentável.
Após a Segunda guerra mundial a indústria norte-americana de químicos e maquinários, não tinha como se recuperar. Assim o governo americano teve a excelente idéia de criar um mercado para esse setor. Ai vieram as grandes multinacionais, sementes clonadas, híbridos, e outras mais, assim aquilo que antigamente se chamava de agricultura passou a ser indústria, o Respeito pelos animais, não existia mais, se tornaram bolas de carne em vastas extensões de concreto, alimento trazido via tecnologias mecânicas da engenharia “moderna”, e as lavouras passaram a ser campos verdes enormes sem VIDA.
Contudo podemos ver o quanto a de negligência, a falta de consciência, e respeito por tudo aquilo que o tempo levou anos para gerar.

sábado, 30 de outubro de 2010

Quem sou eu!

Nome: Thiago Soethe Ramos
Idade: 22 anos
Data de Nascimento: 27/09/1988

Formação Acadêmica:



  • Técnico Agrícola - Habilitação em AGROECOLOGIA, 2004-2007. Escola Agrotécnica Federal de Rio do Sul. TCC: Cultura de Tecidos Vegetais: Estabelecimento “in vitro” de Ligustro variegata (Fícus benjamina variegata). Outros Trabalhos: 1. Avaliação do tamanho do ovo em relação ao desempenho de Pintinhos até os trinta dias de idade em sistema Agroecológico de pastagens. 2. Análise do comportamento de bovinos ao clima subtropical em diferenciadas condições de pastagem.
  • Ciências Biológicas - Licenciatura e Bacharelado - Fundação Universidade do Costestado - Mafra/ SC, 2009 Trancado (Transferindo para UFSC). Análise do comportamento microbiológico de E. coli, S. agalacteae, e salmonela in vitro sob teste de antibiograma com Substancias Homeopáticas e Fitoterápicas.
Entre outras atividades Ajudo na orientação de alguns projetos na área de Microbiologia.

Cursos, seminários, exposições e monitorias:
  • Microbiologia Geral - 60 horas
  • Merchandising e Marketing de Relacionamento - 20 horas
  • Departamento Pessoal - 40 horas
  • Recrutamento e Seleção - 60 horas
  • Departamento Pessoal - 80 horas
  • Contabilidade Financeira e Gerencial o Sistema Gestor de Controle para as Empresas - 80 horas
  • IV Congresso Integrado de Iniciação Científica e II Seminário de Extensão. Aluno expositor. 2005.
  • IV Seminário sobre Ciências Básicas em Homeopatia, 2004, Centro de Ciências Agroveterinárias - CAV, UDESC - Lages/SC.
  • Monitoria em : Fruticultura Agroecológica (120 horas), Agroecologia (250 horas), Zootecnia II (40 horas),  Informática (100 horas), Escola Agrotécnica Federal de Rio do Sul.

Contato: 
E-mail : thiago_soethe@hotmail.com
Twitter: @tsoethe



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aumento da produção de Agrotóxicos



É importante nos conscientizarmos cada vez mais sobre o uso abusivo dos tais chamados de "defensivos agrícolas", será que eles defendem mesmo ou eles ajudam cada vez mais para a exaustão dos recursos naturais que ainda temos? Agroecologia quer provar que ainda há tempo de reverter essa situação, o planeta é NOSSO precisamos cuidar dele. Esses conceitos e técnicas que aos poucos estou mostrando, não são de maneira nenhuma algo platônico ou utópico. Muito pelo contrário, BASTA TER VONTADE! 




http://portaltrabalhoseguro.blogspot.com/2010/09/agrotoxicos-em-amostras-de-ar-agua-da.html


Parece até cliché falar, mas depende de cada um de nós. Não é só na racionalização do uso de agrotóxico, mas em várias coisas, que podem contribuir muito para a proteção desses recursos Finitos essenciais para a vida. Exemplo: Separar o lixo, Conservação das florestas, Modernizar os transportes públicos, Reciclagem, Recuperar áreas degradadas, Aumentas os recursos e incentivos para as políticas publicas de sustentabilidade, etc. A questão é falar menos e agir mais, principalmente para aqueles que colocamos lá em Brasília para nos representar.

Vamos lá pessoal falem sobre o ponto de vista de vocês, um Abraço VERDE!!!!

Saúde x Agrotóxicos!



Os agrotóxicos,  agroquímicos ou defensivos agrícolas como andam apelidando eles por aí. Estes são utilizados para exterminar, organismos nocivos as plantas, ex: Fungos, Vírus, bactérias, leveduras, actinomicetos, insetos, plantas companheiras, e cognitivamente o homem. Os agrotóxicos contaminam os solos, rios, nascentes, e os alimentos.
Os Agrotóxicos podem ser:
  • Inseticidas,
  • Fungicidas,
  • Acaricidas,
  • Nematicidas,
  • Herbicidas,
  • Bactericidas,
  • Vermífugos.
No Brasil, de acordo com o Decreto nº. 98.816/90, os agrotóxicos podem ser classificados conforme sua classe toxicológica:


Classe I - Extremamente tóxicos - Faixa vermelha
Classe II- Altamente tóxicos - Faixa Amarela
Classe III - Mediamente tóxicos - Faixa Azul
Classe IV - Pouco ou muito pouco tóxicos - Faixa Verde

Sabemos que a utilização desse tipo de insumo de baixa solubilidade põem em risco a  saúde dos ecossistemas e dos seres humanos. Estudos comprovam que solos tratados com herbicidas, os mesmos contaminaram, uma horta de alface após 10 anos.

Tipos de Intoxicação:

Respiratório - Intoxicação Aguda;
Oral - Intoxicação Aguda;
Dermal - Cronica;


Sintomas:

Sintomas por intoxicação aguda por via Oral e Respiratória:

Por via oral a absorção e mais lenta,que por via respiratória e os sintomas variam de acordo com a toxicidade do produto. De um modo geral essas intoxicações podem gerar sintomas como:
  • Febre;
  • Vômito;
  • Diarréia e
  • Fortes dores de cabeça.
Sinomas por intoxicação crônica por via Dermal:


A absorção é mais lenta, e mais perigosa, sabendo que os agrotóxicos são lipifílicos ("amigos da gordura"), ou seja ao passarem pela pele eles ficam "alojados" na camada de gordura do corpo.
Também devemos lembrar que os agroquímicos agem diretamene nas substâncias chamadas Acetilcolina e Aceticolinesterase que são responsáveis pela transmição sinais nervosos de nosso cérebro ao corpo, essas substâncias na presença do agrotóxico são liberadas de maneira desequilibrada.



Problemas de saúde referidos:


As condições de trabalho têm determinado, ao longo do tempo, problemas de saúde bem definidos na população da região, dentre os quais encontram-se as lesões por esforço repetitivo e as doenças ósteo-musculares, as intoxicações por agrotóxicos, o alcoolismo, a depressão e a hipertensão. Há referências, também, ao aumento significativo de casos de câncer de mama, fígado e próstata.A hipertensão é reportada pelos profissionais de saúde como sendo elevada em ambos os sexos, sendo que as mulheres ficam hipertensas mais cedo, geralmente na faixa dos trinta anos. A dieta gordurosa e salgada, o clima frio, a altitude, o uso de pílulas anticoncepcionais como método contraceptivo preferencial, a utilização de agrotóxicos nas lavouras, o alcoolismo e a depressão foram os fatores associados à etiologia da hipertensão.As intoxicações por agrotóxicos, manifestadas pela diminuição das defesas imunológicas, da anemia, da impotência sexual masculina, da cefaléia, da insônia, de alterações da pressão arterial, de distimias (alterações do humor) e de distúrbios do comportamento (surtos psicóticos) são descritos como freqüentes entre os agricultores, determinando, por vezes, a proibição médica do trabalho na lavoura e a orientação para outro tipo de atividade profissional. (LEVIGARD, Yvonne E.; ROZEMBERG, Brani; Occupational exposure to pesticides and health professionals' interpretation of "nervousness" among rural residents, Nova Friburgo - RJ, Dezembro/2009 - Acesso < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2004000600008&script=sci_arttext&tlng=ES >  )

Muita Química no lance:


Acredita-se que os inseticidas organofosforados (p.ex., paration e malation) (Fig. 4) e N-metilcarbamatos (p. ex., carbaryl e aldicarb) atuam inibindo a atividade da AChE (3, 4). Eles conseguem isso agindo como pseudo-substratos e formando um aduto covalente com o sítio ativo da Ser. Isto resulta no acúmulo de acetilcolina na sinapse, sobre-estimulação dos receptores da AChE e, por último, morte por falência respiratória. O paration e o malation transformam-se em inibidores da AChE muito mais potentes após a oxidação, em uma reação catalisada pelas monooxigenases do citocromo P450. De fato, a sensibilidade de um organismo aos compostos organofosforados é grandemente determinada pelas velocidades relativas da transformação oxidativa versus uma conversão hidrolítica para espécies menos tóxicas. Acredita-se que o metabolismo diferenciado está por trás de uma sensibilidade menor dos mamíferos frente ao malation. O metabolismo oxidativo substitui o enxofre pelo oxigênio, mais eletronegativo. Isto aumenta a carga positiva no átomo de fósforo, tornando-o mais reativo frente à Ser da AChE. Além disso, a velocidade de hidrólise da enzima fosforilada é, geralmente, tão lenta que possivelmente a AChE seja degradada e substituída por uma nova enzima, sintetizada antes de ocorrer a liberação do fosfato. A substituição da AChE pode ocorrer com uma meia-vida de 10-30 dias, de tal modo que exposições repetidas a doses subtóxicas de organosfosfatos podem produzir uma resposta acumulativa. Os N-metilcarbamatos são em geral mais facilmente reversíveis e, desta forma, menos tóxicos aos organismos não-alvos. Assim, exposições repetidas aos N-metilcarbamatos possuem uma menor tendência à produção de um efeito aditivo.(Acesso em 28/10/2010 - http://academic.scranton.edu/faculty/CANNM1/toxicology/toxicologymoduleport.html)

Acetilcolina


Mecanismo de Acetilcolesterase


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Resposta Agroecológica




Anônimo disse...

Thiago! Se o problema é o Aminoacido, Ñ existiria uma fonte confiavel para equilibrar o mesmo?

E que para a Trofobiose ñ ocorra, qual a melhor forma de manejo para a terra, se tratamento da lavoura ñ bastaria?...

Wuéliton Maia.

Olha só!!! :-)


É ótimo que essa teoria ocorra na prática, pois é quase lógico, por exemplo se você come alimentos de boa qualidade sua saúde provará o resultado disso, agora imagine o contrário se você comer um alimento de má qualidade o que acontece? Um das melhores fontes de nutrientes para as plantas, é o composto (ou o resultado da compostagem) um material riquíssimo em nutrientes para as plantas. Detalhe, o composto libera para a solução do solo o nutriente de maneira equilibrada, vagarosamente, ao contrário das uréiras e NPKs da vida, que na primeira chuva vão todos literalmente por água a baixo, esse processo é chamado de lixiviação, resultando em um sintoma de empobrecimento do solo e bolso do produtor.
Trabalharmos com uma agricultura sustentável não basta simplesmente adotar a ideia, mas sim realmente fazer, tornar o processo de agricultura "inteligente" só cabe a nós mesmos. Afinal de contas estamos na era da informação, e onde a economia junto a propriedade é essencial, já que sabemos que o agricultor familiar esta no seio da agroecologia.


Quanto ao manejo do solo podemos elencar algumas práticas importantes:
  1. Adubação verde;
  2. Plantio direto;
  3. Curvas de níveis;
  4. Rotação de culturas;
  5. Arações e gradagens com 18 cm de profundidade (no máximo);
  6. Utilização de fontes de nitrogênio alternativas (ex: Xixi de vaca, curtido)
  7.  Utilização de macerados, 
  8. Cultivar a Filosofia de conservação agroecológica.

E assim por diante, as vezes são os pequenos atos que adotamos, que podem melhorar o mundo incomensuravelmente, podendo assim cultivar a ética global em prol de GAIA.

Compostagem (Adubo Orgânico de Qualidade)

Olha só pessoal!!!

Adubo orgânico de Alta Qualidade....


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Teoria da Trofobiose


A Teoria da Trofobiose diz que uma planta desequilibrada nutricionalmente torna-se mais suscetível a pragas e patógenos. A adubação mineral e o uso de agrotóxicos provocam inibição na síntese de proteínas, causando acúmulo de nitrogênio e aminoácidos livres no suco celular e na seiva da planta, alimento que pragas e patógenos utilizarão para se proliferar.(http://www.amaranthus.esalq.usp.br/trofobiose.htm)

Por muitos anos o homem o vem aumentando as escalas de produção utilizando técnicas agressivas tanto ao solo quanto ao meio ambiente. A utilização de agroquímicos tem contribuindo muito para a deterioração de nossos recursos naturais. Como também rompendo elos dessa cadeia alimentar tão bem projetada pela natureza. Isso em função do aumento da necessidade de alimento pela população. com isso as lavouras ficaram maiores e a monocultura tomou conta. Resultando no empobrecimento do solo e sua desestruturação, com isso deixando as plantas mais vulneráveis ao ataque de pragas e microorganismos  patogênicos.



Monocultura de milho(Zea mays)
E ste tipo de cultivo, o emprego de maquinários  pesados, agrotóxicos, e fertilizantes faz com que a planta permaneça muito tempo em estado de proteólise (quebra de proteínas), e dificulta ainda mais o estado de proteossíntese (formação de proteínas). O acúmulo de aminoácidos livres resultantes do deficit da taxa de proteossíntese, torna a planta um banquete de luxo para organismos patogênicos (báctérias, virus, fungos e etc.), e pragas como os pulgões, formigas, joaninhas. Como esses insetos não conseguem se alimentar de estruturas proteicas mais complexas tornam a planta uma festa de arromba. Contudo uma planta equilibrada nutricionalmente, permanece por longo em estado de proteossíntese aproveitando melhor seu nutriente se evita o gasto desnecessário de energia metabólica.






Permacultura - Uma das escolas da Agroecologia
http://agroecologico.blogspot.com/2007/05/agroecologia-e-desenvolvimento-rural.html 


Contudo podemos afirmar que a teoria da trofobiose baseia-se no equilíbriio do solo e planta. Um solo equilibrado disponibiliza de maneira correta os nutrientes para as plantas, e essas por sua vez livre de agentes tóxicos e convivendo mutuamente com seu "ecosistema de lavoura"(solo com camada vegetal, húmos, físicamente estruturado, e abundante em vida) poderá produzir muito melhor, e sem desgastes energeticos em demasia. Resultando em uma Matéria Prima de maior qualidade.

domingo, 24 de outubro de 2010

Macerados Agroecológicos!!!!

Solução Fungicida:
Equisetum giganteum


Decocção de Cavalinha (Equisetum giganteum)

- 100 gramas de E. giganteum picados
- 2 litro de Água quente

Coloca-se a E. giganteum em uma garrafa pet, e logo em seguida colocar a água quente, tampar e após dois ou três dias, pode se usar diluindo 1 litro da decocção para 10 litros de água  e pulverizar nas plantas. A utilização e tanto preventiva (profilática) quanto para tratamento das plantas já infectadas.




Agricultura Sustentável


1. Como é uma terra produtiva.
A autora Primavesi como sempre em suas palavras exprime um singelo e verdadeiro carinho pela Agroecologia. Um solo  produtivo, aparenta uma textura umida e granulosa, com um cheiro característico, a vida  é abundante (minhocas, fungos, pequenos insetos, bactérias, etc), a água se infiltra bailarina não empoça. Sua superfície não fica exposta ao aquecimento do sol nem a compactação, lixiviação, e a erosão caudas pela da água das chuvas. Seus horizontes são muito bem definidos nos mostrando o amadurecimento sadio do solo. Neste solo as plantas vivem em mútuo consórcio umas comas outras permanecendo fortes, A fauna e a flora vivem harmoniosamente, em equilíbrio.

Horizontes do Solo.
Obedecer as fases de amadurecimento do solo é muito importante, e a agricultura maciça, destrói esse ciclo tão importante no processo de fertilidade do solo, as arações e o emprego de maquinários pesados contribuem muito para a desestruturação da física do solo, o qual a natureza se levou vários anos para construir.   Ana Primavesi em seu livro fala algo muito satírico:
"Embora o homem se sinta mais macho quando até  sabe dançar a valsa com seu trator no campo, a terra não gosta disso."
Este emprego exagerado de maquinários agrícolas para revolver o solo deixa-o mais vulnerável a compactação e a perda dos microorganismos que auxiliam no processo de decomposição do material orgânico. O sol aumenta a temperatura do solo impedindo sua reprodução ou desequilibrando o número das populações dos microorganismos (favorecendo uma espécie e outra não), microorganismos tais que ajudam disponibilizando os nutrientes de maneira equilibrada para a solução do solo. Bem como deixa o solo sem vida na sua superfície pois a camada vegetal protetora que ajudava no controle da temperatura e impedia que as gostas da agua das chuvas caísse diretamente sobre sua superfície impedindo a compactação e na livre percolação (passagem da agua entre as partículas de solo) de água no solo não existe mais.  

Vejamos a figura abaixo:
A esquerda - solo desnudo compactado
A direita - solo com saudável

 Figura a Esquerda:
  1. Solo superficial;
  2. Nenhuma Abundância de vida;
  3. desnudo;
  4. Solo desequilibrado, 
  5. Falta de material orgânico que disponibiliza nutrientes de maneira equilibrada,
  6. A água da chuva concerteza ira lavar o solo levando todo NPK que o infeliz gasto dinheiro pra por nela;
  7. É um solo provavelmente oriundo de monoculturas, cansado com deficiência de nutrientes, porque se o agricultor não faz uma rotação de culturas e só planta por exemplo Cana-de-açúcar (Saccharum spontaneum) o solo ficara pobre com os nutrientes essenciais que ela mais necessita;
  8. Solos vulneráveis a lixiviação tendem a ser ácidos, e abundantes em alumínio.
  9. Raízes profundas em solos degradados significa busca excessiva por alimento e falta de água.
Figura a Direita:
  1. Solo profundo;
  2. Característica física granulosa;
  3. Adequadamente úmido;
  4. Abundância de raizes;
  5. Microorganismos abundantes;
  6. O solo esta equilibrado alimentando o principio da Trofobiose (Solo equilibrado planta sadia);
  7. Solo poroso possibilitam o livre crescimento das raízes,
  8. Existência de plantas companheiras que ajudam na manutenção do equilíbrio físico do solo, e quando o ciclo de vida dessas plantas chegarem ao fim, essas raízes que deixaram de serem vivas irão disponibilizar material para decomposição entre as partículas de solo possibilitando também a formação de vasos que ajudam na circulação de ar no solo.
Para finalizar acho que deu pra perceber ou para construir um breve conceito sobre saúde dos solos espero que gostem.

sábado, 23 de outubro de 2010

Cultura de Tecidos Vegetais: Estabelecimento “in vitro” de Ligustro variegata (Fícus benjamina variegata)

O presente estudo teve como objetivo descrever a viabilidade de manutenção da cultura de Fícus benjamina variengata in vitro, bem como cumprir a carga horária de 420 horas como requisito final da titulação de Técnico Agrícola com Habilitação em Agroecologia, para Escola Agrotécnica Federal de Rio do Sul.  O estagio foi realizado no período de 05 de fevereiro a 24 de abril de 2007 na Universidade do vale do Itajaí/ Itajaí – SC.  Para isto foram inoculados de 5 a 10 ex-plantes para analise e foram testados assepsias com hipoclorito de sódio e hipoclorito de cálcio com três tipos de tecidos (folhas, ápices caulinares e segmentos nodais), e em vários tempos de exposição aos agentes químicos (etanol 70%, hipoclorito de sódio e cálcio e bemlate, manzate e estreptomicina), aposas assepsias foram postos para crescimento na sala de vegetação. Concluindo que o trata mento químico com etanol 70%, hipoclorito de sódio 1e 2%, e acido ascórbico são mais eficazes contras as contaminações e ao alto índice de oxidação do tecido e morte celular.contudo é totalmente inviável a o estabelecimento in vitro da cultura de fícus benjamina variengata.

Manipulando Explantes de Ficcus benjamina varegata.

AVALIAÇÃO DO SISTEMA AGROECOLÓGICO DE PRODUÇÃO DE FRANGOS GAIOLAS

AVALIAÇÃO DO TAMANHO DO OVO EM RELAÇÃO AO DESEMPENHO DE GANHO DE MASSA DOS PINTINHOS ATÉ OS 30 DIAS DE IDADE

Thiago Soethe Ramos (Pesquisador)
Fátima Peres Zago de Oliveira (Orientador)
Karla Paola Picoli (Orientador)

A avicultura no Brasil se desenvolveu acentuadamente na ultima década, principalmente no que tange ao frango de corte, em função da escassez de carne bovina após a Segunda Guerra Mundial onde surgiram os primeiros abatedouros de Aves. Diante disso foi necessário aprofundar os estudos relativos  ao uso de técnicas  e manejos específicos destinados à produção de frangos de corte iniciando-se desde a incubação até a idade de abate dos animais. A incubação de ovos aparece como um fator relevante, pois reduz os custos de produção, bem como acelera os níveis e índices de produção. O presente trabalho teve como objetivo analisar a interferência do tamanho do ovo (pequeno & grande) no desempenho de ganho de massa (g) dos pintinhos obtidos a de ovos classificados desde a eclosão até os trinta dias de idade. O experimento foi realizado no periodo de 06 de Março a 10 Julho de 2005 na Escola Agrotécnica Federal de Rio do Sul. Para isso foram incubadas 30 unidades de ovos pequenos e 30 unidades de ovos grandes, sendo considerados dois lotes. Os pintainhos resultantes dos ovos eclodidos foram marcados, de acordo com o lote de incubação, pesados semanalmente e permanecendo juntos toda a fase experimental. Os resultados (ganho de massa) foram tabelados e analisados através do ajuste quadrático (índice de correlação: 0,9956 e 0,9991) e exponencial ( índice de correlação: 0,9923 e 0,9924), onde obteve-se os seguintes resultados: Na analise de dados observou-se que a taxa de aceleração de ganho de massa é igual, contudo para os pintainhos oriundos dos ovos grandes a velocidade de  crescimento é ligeiramente maior. Observou-se que a diferença de massa inicial, logo após a eclosão, é maior em 10,75% em relação aos oriundos dos ovos pequenos. Matematicamente foi detectado que existe uma proximidade entre as tendências quadráticas e exponencial não sendo possível dizer qual dos ajustes é ideal por conta da pesagem ocorrer nos somente nos primeiros trinta dias. Os indicativos parciais do experimento indicam que o tamanho do ovo interfere no desempenho de ganho de massa dos pintainhos até os 30 dias de idade. Este fatos deve-se ao fato dos pintainhos oriundos dos ovos pequenos terem eclodidos com massa menor, resultando num ganho de massa diário inferior aos eclodidos de ovos grandes. Além disso, o ganho médio de massa diário dos pintainhos oriundos dos ovos grandes é de 13% maior do que dos eclodidos dos ovos pequenos. É importante salientar que este trabalho foi realizado com apenas uma repetição, sendo necessário outras repetições.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O que é Agroecologia?!



A Agroecologia é uma nova proposta de desenvolvimento rural e sustentável. Não é apenas uma modinha que anda na boca de uns aí. É uma ciência séria que defende a produção agropecuária correta sem exaurir nossos recursos naturais, baseada na ética ecológica, e na cidadania, onde todos temos direito a mãe terra. E todos contribuímos com um papel fundamental de preservação deste meio biótico em potencial.




Na Agroecologia é formada por varias correntes:
- Agricultura ecológica;
- Permacultura;
- Agricucultura biodinâmica;
- Agricultura Vegana;
-Agroflorestas, entre outras.

Dai vem o Símbolo da Agroecologia:
(Roda de carroça)

Onde todas estas escolas de agricultura correta, se tornam uno para gerar a agroecologia.


Na agroecologia adotamos praticas do tipo:
- Compostagem Orgânica,
- Plantio Direto;
- Sem Agrotóxicos;
- Mínimo revolvimento do solo;
- Biofertilizantes foliares;
- Homeopatia (Utilização de terapias para o tratamento de doenças em plantas e animais);
- Plantas medicinais;
- Caldas e Macerados;
- Bem estar animal;
- Curvas de nível etc.




Olhem Só:
"A abordagem agroecológica propõe mudanças profundas nos sistemas e nas formas de produção. Na base dessa mudança está a filosofia de se produzir de acordo com as leis e as dinâmicas que regem os ecossistemas – uma produção com e não contra a natureza. Propõe, portanto, novas formas de apropriação dos recursos naturais que devem se materializar em estratégias e tecnologias condizentes com a filosofia-base" (Acesso em 20/10/2010http://pt.wikipedia.org/wiki/Agroecologia)



quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Apresentação

Nossa fiquei alguns dias me perguntando sobre o que exatamente eu deveria escrever num blog, um amigo meu falou Thiago tem que ser algo que você goste. Inicialmente como estamos em período eleitoral pensei, que tal.... mas não não não, definitivamente não era o que eu realmente gostava, pensei filosofia mas é doido demais - e de doido aqui já basta eu. Hoje um contato veio me perguntar o que é compostagem então surgiu. 






Por fim estou  decidi escrever sobre biologia, agroecologia e assuntos relacionados. É um direito nosso desejar um mundo melhor, mesmo que seja utópico mas a gente acredita, e o simples fato de acreditar contribui muitoooooooo.