Nós seres humanos temos necessidade vital de fazer agricultura. Isso porque temos necessidade de nos alimentarmos, e de algum modo todos os “seres locomotores” tem. Os únicos seres que realmente são responsáveis pela manutenção da vida na terra são as plantas. Só elas têm essa capacidade de transformar a energia luminosa em energia química e orgânica, ou seja, elas extraem do solo os minerais e com a fotossíntese disponibilizam em massa verde e ar. Os seres humanos não tem essa capacidade por isso são chamados de heterótrofos (Não produzem seu próprio alimento), do contrário as plantas, autótrofas (Produzem seu alimento). Assim dando subsidio para todos os níveis trópicos, sendo que a essência deles esta nas plantas. Segundo PRIMAVESI (1997), “A planta também é o elo entre o solo e a vida animal, inclusive a humana”.
Para que se possa fazer a agricultura é necessário o reconhecimento dessa atividade que assegura toda a estrutura da vida humana, já que para vivermos precisamos nos alimentar. É preciso que haja o fortalecimento da das políticas públicas, isso assegurará a vida do agricultor familiar no campo, não havendo mais a preocupação nos elevados níveis de emigração dessas pessoas para as áreas urbanas, aumentando consigo os índices de desemprego, pobreza e outros fatores que acarretam a chegada de uma pessoa sem a qualificação adequada para o mercado de trabalho nessas cidades.
Com o inchaço populacional dessas áreas urbanas devido a emigração e o crescimento da família, aumentaram também a necessidade de se produzir mais alimentos, com isso novas técnicas e novas tecnologias foram lançadas no mercado.
Com o inchaço populacional dessas áreas urbanas devido a emigração e o crescimento da família, aumentaram também a necessidade de se produzir mais alimentos, com isso novas técnicas e novas tecnologias foram lançadas no mercado.
Por volta de 1959 Bourlaug lançou um trigo anão que era capaz, esta planta era menor que a normal e utilizava os nutrientes para geral uma espiga maior. Foi algo tão inédito que ele ganhou o premio Nobel. O presidente Kennedy aproveitando-se da situação lançou em 1962 para o mundo sua campanha chamada de “Food for peace ”(Alimentos para a paz). Kennedy nunca tinha pensado no caos que isso se tornaria, e vivemos até resultados catastróficos até hoje.
Aqui no Brasil na época podíamos respirar tranqüilos, pois dificilmente alguém passaria fome, sem sombra de dúvidas havia pobreza, mas nenhum trabalhador humilde miserável e faminto. Kennedy esperava que as “Food for peace” trouxesse fartura para o mundo inteiro, de certo modo trouxe fatura de agrotóxicos, maquinários, entre outros mas nada relacionado com o aumento do Bem Estar das pessoas, e enquanto isso as pessoas ainda o achavam santo.
Com essas novas tecnologias o homem do campo teve que se adaptar as novas exigências de mercadológicas, que comprar maquinários pesados para essas culturas já híbridas (melhoradas genéticamente), máquinas precisam de espaço, resultou em desmatamento especialização de culturas, não se havia mais rotação de culturas. Cultura A no inverno e Cultura B no verão, estes tipos de atividades são catalisadoras da exaustão de uns dos recursos naturais mais importantes para a manutenção da vida na terra – a fertilidade do solo. Sem contar que os excessos da utilização desses maquinários pesados compactam o solo.
E o que era pra se tornar uma atividade lucrativa se tornou cada dia mais cara, e mais insustentável.
Na especialização em uma só cultura, empobrece muito os solos, aí surgem os Adubos e as bolsas de estudo nos EUA para a aprendizagem dessas novas técnicas de agricultura. Com a não diversificação das culturas o ciclo natural do agroecossistema deixa de ser homeostático, desequilibrando assim os níveis trópicos desse sistema.
As joaninhas, lagartinhas antes esquecidas quadruplicaram e se tornaram as chamadas pragas, causando déficit na produção, fortaleceram-se também as plantas invasoras. Como já era previsto lançaram-se no mercado os “defensivos agrícolas” que em minha opinião de defensivos não tem nada. Como eles mesmos falavam “não se preocupem”, tinha como se prevenir do perigo eminente! Ai a indústria química lançou os Organoclorados (DDT, BHC e Aldrin), estes matavam tudo inclusive o homem. Logo as “pragas” se tornaram mais fortes e lançou os impiedosos Organofosforados entre tantos outros.
PRIMAVESI, cita que no livro de Raquel Carson – “Silent Spring” – a situação já estava tão feita que nem se ouviam mais os pássaros, abelhas, e outros animais e insetos que por ali viviam.
E anos após ano pessoas morriam por causa da intoxicação por esses agrotóxicos, ou se tronavam inválidas por isso, ser agricultor nesses moldes é um tanto quanto perigoso demais. Com isso aconteceu a migração dessas pessoas para a cidade, cresceram as favelas, os índices de desenvolvimento caíram, faltou emprego pra tanta gente, os que ficaram se tornaram, fadados a praticar aquele método de agricultura imposta, produzindo os chamados cash-crops (soja, algodão, café, cana-de-açúcar.), pensava-se o seguinte; pra que produzir para gente que não tem dinheiro para comprar? Assim sendo nos países menos desenvolvidos o que era para trazer conforto se trouxe, miséria.
Após a Segunda guerra mundial a indústria norte-americana de químicos e maquinários, não tinha como se recuperar. Assim o governo americano teve a excelente idéia de criar um mercado para esse setor. Ai vieram as grandes multinacionais, sementes clonadas, híbridos, e outras mais, assim aquilo que antigamente se chamava de agricultura passou a ser indústria, o Respeito pelos animais, não existia mais, se tornaram bolas de carne em vastas extensões de concreto, alimento trazido via tecnologias mecânicas da engenharia “moderna”, e as lavouras passaram a ser campos verdes enormes sem VIDA.
Contudo podemos ver o quanto a de negligência, a falta de consciência, e respeito por tudo aquilo que o tempo levou anos para gerar.















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