segunda-feira, 4 de abril de 2011

Breve Histórico da Cultura de Tecidos Vegetais

A cultura de tecidos baseia-se na totipotencialidade da célula vegetal, sendo que esta é a sua capacidade de, por si só, originar uma nova planta devido às mesmas encerrarem em seu núcleo, toda a informação genética.
Em 1878 Vochting, um botânico alemão, relatou que em cada fragmento de planta ainda pequeno, permanecem elementos, a partir dos quais após o isolamento dos referidos fragmentos, em condições adequadas àquela parte do tecido da planta poderia reconstruir-se a um individuo integro (ou clone).
Mas, os primeiros estudos e pesquisas a serem realizadas com a cultura de tecidos foram iniciados por Haberlandt (pai da cultura de tecidos), em 1902 quando estudou a regeneração de plantas originadas de uma única célula. Pouco progresso foi obtido nos estudos de Haberlandt nesta área; e por volta de 1930 foi obtido sucesso na cultura de tecidos de Fumo (Nicotina tabacum) e Cenoura (Daucus carota).
Skoog & Miller em 1957 também em pesquisas demonstraram o efeito do balanço de auxina/citocinina sobre a resposta morfogenética “in vitro”. A maior concentração de auxina em relação à citocinina favorece o desenvolvimento das raízes e o contrario favorece a formação de gemas, e concentrações equimolares de auxina e citocinina induz a formação de calo. A citocinina em elevadas quantidades pode ser tóxica para a planta, podendo comprometer o seu desenvolvimento normal.
E em 1962 Murashige & Skoog formularam o meio de cultura definitivo para a cultura do Fumo e o qual vem impulsionando fortemente a cultura de tecidos, e vem sendo utilizado por vários pesquisadores em diversas outras espécies vegetais, tornando-se um meio de cultivo padrão (denominado de MS).  

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