Os agrotóxicos, agroquímicos ou defensivos agrícolas como andam apelidando eles por aí. Estes são utilizados para exterminar, organismos nocivos as plantas, ex: Fungos, Vírus, bactérias, leveduras, actinomicetos, insetos, plantas companheiras, e cognitivamente o homem. Os agrotóxicos contaminam os solos, rios, nascentes, e os alimentos.
Os Agrotóxicos podem ser:
- Inseticidas,
- Fungicidas,
- Acaricidas,
- Nematicidas,
- Herbicidas,
- Bactericidas,
- Vermífugos.
No Brasil, de acordo com o Decreto nº. 98.816/90, os agrotóxicos podem ser classificados conforme sua classe toxicológica:
Classe I - Extremamente tóxicos - Faixa vermelha
Classe II- Altamente tóxicos - Faixa Amarela
Classe III - Mediamente tóxicos - Faixa Azul
Classe IV - Pouco ou muito pouco tóxicos - Faixa Verde
Sabemos que a utilização desse tipo de insumo de baixa solubilidade põem em risco a saúde dos ecossistemas e dos seres humanos. Estudos comprovam que solos tratados com herbicidas, os mesmos contaminaram, uma horta de alface após 10 anos.
Tipos de Intoxicação:
Respiratório - Intoxicação Aguda;
Oral - Intoxicação Aguda;
Dermal - Cronica;
Sintomas:
Sintomas por intoxicação aguda por via Oral e Respiratória:
Por via oral a absorção e mais lenta,que por via respiratória e os sintomas variam de acordo com a toxicidade do produto. De um modo geral essas intoxicações podem gerar sintomas como:
- Febre;
- Vômito;
- Diarréia e
- Fortes dores de cabeça.
Sinomas por intoxicação crônica por via Dermal:
A absorção é mais lenta, e mais perigosa, sabendo que os agrotóxicos são lipifílicos ("amigos da gordura"), ou seja ao passarem pela pele eles ficam "alojados" na camada de gordura do corpo.
Também devemos lembrar que os agroquímicos agem diretamene nas substâncias chamadas Acetilcolina e Aceticolinesterase que são responsáveis pela transmição sinais nervosos de nosso cérebro ao corpo, essas substâncias na presença do agrotóxico são liberadas de maneira desequilibrada.
Problemas de saúde referidos:
As condições de trabalho têm determinado, ao longo do tempo, problemas de saúde bem definidos na população da região, dentre os quais encontram-se as lesões por esforço repetitivo e as doenças ósteo-musculares, as intoxicações por agrotóxicos, o alcoolismo, a depressão e a hipertensão. Há referências, também, ao aumento significativo de casos de câncer de mama, fígado e próstata.A hipertensão é reportada pelos profissionais de saúde como sendo elevada em ambos os sexos, sendo que as mulheres ficam hipertensas mais cedo, geralmente na faixa dos trinta anos. A dieta gordurosa e salgada, o clima frio, a altitude, o uso de pílulas anticoncepcionais como método contraceptivo preferencial, a utilização de agrotóxicos nas lavouras, o alcoolismo e a depressão foram os fatores associados à etiologia da hipertensão.As intoxicações por agrotóxicos, manifestadas pela diminuição das defesas imunológicas, da anemia, da impotência sexual masculina, da cefaléia, da insônia, de alterações da pressão arterial, de distimias (alterações do humor) e de distúrbios do comportamento (surtos psicóticos) são descritos como freqüentes entre os agricultores, determinando, por vezes, a proibição médica do trabalho na lavoura e a orientação para outro tipo de atividade profissional. (LEVIGARD, Yvonne E.; ROZEMBERG, Brani; Occupational exposure to pesticides and health professionals' interpretation of "nervousness" among rural residents, Nova Friburgo - RJ, Dezembro/2009 - Acesso < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2004000600008&script=sci_arttext&tlng=ES > )
Muita Química no lance:
Acredita-se que os inseticidas organofosforados (p.ex., paration e malation) (Fig. 4) e N-metilcarbamatos (p. ex., carbaryl e aldicarb) atuam inibindo a atividade da AChE (3, 4). Eles conseguem isso agindo como pseudo-substratos e formando um aduto covalente com o sítio ativo da Ser. Isto resulta no acúmulo de acetilcolina na sinapse, sobre-estimulação dos receptores da AChE e, por último, morte por falência respiratória. O paration e o malation transformam-se em inibidores da AChE muito mais potentes após a oxidação, em uma reação catalisada pelas monooxigenases do citocromo P450. De fato, a sensibilidade de um organismo aos compostos organofosforados é grandemente determinada pelas velocidades relativas da transformação oxidativa versus uma conversão hidrolítica para espécies menos tóxicas. Acredita-se que o metabolismo diferenciado está por trás de uma sensibilidade menor dos mamíferos frente ao malation. O metabolismo oxidativo substitui o enxofre pelo oxigênio, mais eletronegativo. Isto aumenta a carga positiva no átomo de fósforo, tornando-o mais reativo frente à Ser da AChE. Além disso, a velocidade de hidrólise da enzima fosforilada é, geralmente, tão lenta que possivelmente a AChE seja degradada e substituída por uma nova enzima, sintetizada antes de ocorrer a liberação do fosfato. A substituição da AChE pode ocorrer com uma meia-vida de 10-30 dias, de tal modo que exposições repetidas a doses subtóxicas de organosfosfatos podem produzir uma resposta acumulativa. Os N-metilcarbamatos são em geral mais facilmente reversíveis e, desta forma, menos tóxicos aos organismos não-alvos. Assim, exposições repetidas aos N-metilcarbamatos possuem uma menor tendência à produção de um efeito aditivo.(Acesso em 28/10/2010 - http://academic.scranton.edu/faculty/CANNM1/toxicology/toxicologymoduleport.html)
Acetilcolina
Mecanismo de Acetilcolesterase




Boa materia Thiago ;)
ResponderExcluirGostei bastante d teu blog... Um dia esse planeta tornará a ser perfeito como era antes e quero te ver lá cuidando dele bjsssssssssss da aluna.
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